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Posts Tagged ‘Economia’

Há duas semanas vimos aqui no blog a primeira parte da entrevista do professor da Universidade de Nova York Greg Grandin, autor do livro “Fordlândia – Ascensão e queda da cidade esquecida de Henry Ford na selva“, obra que foi finalista do Prêmio Pulitzer. Hoje vamos ver a segunda parte desta entrevista.

Veja a transcrição em português abaixo do vídeo.

(Exibição de parte do documentário Tha Amazon Awakens. Veja o documentário e a tradução aqui
Amy Goodman: O documentário The Amazon Awakens foi feito por Walt Disney, mas encomendado pelo Coordenador dos EUA de Assuntos Interamericanos. Greg Grandin, autor de Fordlândia, Walt Disney visitou Fordlândia?
Greg Grandin: Sim, ele visitou antes de fazer este documentário. Eles eram amigos, Henry Ford e Walt Disney. E havia provas de que algumas das atrações na Disneyland da Califórnia foram realmente baseadas em experiências em Fordlândia, o Tropical Belle Steamship Ride, por exemplo.
JUAN GONZALEZ: E o que finalmente aconteceu com a cidade? Porque, pelo menos, este documentário parece retratar todos os moradores –
Greg Grandin: Sim…
JUAN GONZALEZ: – felizes com os seus arredores.
Greg Grandin: Bem, você sabe, deixe-me dizer que, você sabe, a Ford gastou cerca de um bilhão de dólares, em dólares corrigidos da inflação, neste projeto, e nem uma gota de látex chegou a ser usada em um carro Ford. Foi um fracasso absoluto. E quanto mais ele falhou, o mais – esta é também uma ressonância com história recente – mais ele justifica, em termos idealistas, não muito diferente, em alguns aspectos, da guerra do Iraque. Quanto mais deixam de encontrar armas de destruição em massa, mais a guerra se torna uma missão civilizacional de levar a democracia ao Oriente Médio. A mesma coisa com Fordlândia.
Houve tumultos, e havia – os trabalhadores se rebelaram contra essa tentativa de impor um estilo de arregimentação. O trabalhador resistia a ser transformado em máquinas de trabalho 365 dias.
E, em seguida, é claro, o aspecto ambiental do projeto. Ford basicamente – com o plantio de seringueiras tão juntas na Amazônia, a Ford basicamente criou uma incubadora de grande porte. As lagartas e pragas e ferrugem devastaram a plantação. Quanto mais falhavam, mais dinheiro era investido.
Amy Goodman: E as pessoas que estavam na Amazônia, a resposta lá, os nativos da Amazônia brasileira?
Greg Grandin: Bem, eles resistiam a essa tentativa pesada de regulamentar todos os aspectos de suas vidas, não apenas o regime industrial, mas também a sua dieta, o seu saneamento e regulação médica. E durante um motim em particular, eles quebraram todos os relógios de ponto. Esta foi uma rebelião particularmente simbólica contra a industrialização.
Amy Goodman: E como você olha hoje a decadência da indústria automobilística nos Estados Unidos, a questão da globalização, a Amazônia – que muitos tentaram conquistar, onde indígenas foram mortos protestando contra exploração?
Greg Grandin: Esta história tem um monte de ressonância com hoje, Amy. O que eu – uma das coisas que eu gostaria de dizer sobre o livro é que Fordlândia é uma história de arrogância, mas a arrogância não no sentido de que Ford pensou que poderia domar a Amazônia – ele era realmente indiferente a Amazônia – ele achava que podia domar o capitalismo.
Incorporado no fordismo – Ford imaginou o fordismo como este mecanismo de integração muito forte. Altos salários criaria grandes mercados e trabalhadores felizes, e todos ficariam felizes. Mas eu acho que embutido no fordismo estavam também as sementes da sua ruína, por quebrar o processo industrial em componentes cada vez menores, começando na fábrica, como a Ford fez, mas depois, eventualmente, ao longo da maior economia global, você pode quebrar a ligação entre altos salários e grandes mercados. Você pode fazer produtos em um só lugar e, em seguida, vendê-los em outro lugar, e não importa. Sua participação no mercado não depende da criação de trabalhadores felizes.
E Fordlândia, em alguns aspectos, é muito ressonante com isso. Assim, você sabe – você vai para a Fordlândia, e há quase um anseio por esse tipo de capitalismo global, uma espécie de capitalismo paternal ou desenvolvimentismo, onde a indústria se preocupava com o que acontecia com os trabalhadores, em termos de educação, em termos de saúde. Mas você vai a 300 milhas a leste de Fordlândia, e não há isso na cidade de Manaus, que é a cidade que mais cresce no Brasil. É um porto de comércio livre no meio da Amazônia. É o tipo que alastra-se como uma espécie de Oz perversa corroendo a selva. E quase todas as grandes indústrias de eletrônicos – Nokia, Sony, Sanyo, Harley-Davidson e outros – Honda – tem fábricas de montagem lá, onde eles montam os produtos da marca para venda em outros lugares na América Latina. Portanto, é um exemplo perfeito de como o fordismo foi estendido a nível mundial. Então você tem este bom contraste, Fordlândia e Manaus, lado a lado.
Amy Goodman: Greg Grandin, muito obrigado por estar conosco. Seu último livro é Fordlândia: Ascensão e queda da cidade esquecida de Henry Ford na selva.

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O professor da Universidade de Nova York Greg Grandin escreve sobre políticas internacionais americanas, América Latina e direitos humanos. Ele é o autor do livro “Fordlândia – Ascensão e queda da cidade esquecida de Henry Ford na selva“, obra que foi finalista do Prêmio Pulitzer. Ele foi entrevistado pelos jornalistas Amy Goodman e Juan Gonzáles, do Democracy Now!, um programa de notícias independente exibido por diversas emissoras americanas. Veja a transcrição em português abaixo do vídeo.

Amy Goodman: Queremos ampliar essa discussão, indo além de Honduras agora para a América Latina, a América do Sul, em particular, para o novo livro que você acabou de escrever, que é muito interessante, “Fordlândia: ascensão e queda da cidade esquecida de Henry Ford na selva” Cidade. O livro conta a história de Henry Ford, o homem mais rico do mundo na década de 1920, e sua tentativa de construir uma plantação de borracha e uma cidade do meio oeste em miniatura nas profundezas do coração da Amazônia brasileira. É um olhar fascinante, especialmente com a decadência da indústria automobilística nos Estados Unidos, olhando para a política dos EUA para a América Latina.
Diga-nos, o que era Fordlândia?
Greg Grandin: Bem, Fordlândia era a cidade central de uma concessão de sesmaria, de duas e meia milhões de hectares. Era do tamanho de um pequeno estado norte-americano – Connecticut Delaware ou, às vezes ele foi comparado com o Tennessee. E foi a tentativa da Ford de obter controle sobre o látex. Era o rugido em 1920. Ele controlava todas as matérias-primas que entraram na confecção de um carro, com exceção de borracha. E assim, ele se mudou para a Amazônia. Ele se mudou para o Brasil.
Mas rapidamente se tornou muito mais do que isso. É Henry Ford e Henry Ford era uma figura histórica descomunal. Tornou-se uma tentativa de exportação da América, americana, para sobrepor sobre a Amazônia e replicar uma cidade do Meio-Oeste americano no fundo do coração da Amazônia.
Juan González: E Ford, é claro, foi o lendário naqueles dias, porque ele foi o primeiro grande capitalista que acreditava em pagar a seus trabalhadores um salário decente, para que eles fossem capazes de fazer o suficiente para comprar os carros que eles estavam fazendo, certo?
Greg Grandin: Sim.
Juan González: Você poderia falar sobre suas políticas de trabalho e como isso foi transferido…
Greg Grandin: Sim.
Juan González: …quando ele se estabeleceu no Brasil?
Greg Grandin: A Ford, o famoso fordismo tinha como princípio que se você paga aos trabalhadores $5 por dia, lhes permitirá comprar os produtos que eles fazem e, assim, expandir o mercado, então o lucro depende altos salários. Essa era a idéia. E por um longo período de tempo, esta foi a peça central do capitalismo dos EUA, e também, naturalmente, o seu processo de linha de montagem revolucionária, que fraciona o processo de produção até o seu mais simples componente. Isso tudo acontece no finas doas anos 1910.
Na década de 1920, quando ele estabelece a Fordlândia, Ford ainda está sendo comemorado como o homem que democratiza o capitalismo, mas, na realidade, no chão de fábrica, ele conta com um programa bastante brutal de anti-sindicalismo. Ele conta com seu capanga, Harry Bennett, para impor a disciplina de chão de fábrica, o que um historiador compararia a um Estado totalitário. E assim, em muitos aspectos, Fordlândia é a tentativa da Ford de recapturar uma inocência perdida ou de ser este manto redentor da história. Ford revoluciona o capitalismo, mas depois ele passa a maior parte do resto de sua vida tentando colocar o gênio de volta na garrafa. Em alguns aspectos, você pode pensar nele como o aprendiz de feiticeiro. Ele tenta qualquer número de experiências de reforma social nos Estados Unidos. Ele cria essas pequenas vilas industriais no norte do Michigan, que tentam equilibrar a agricultura e a indústria. Agora, estes não eram páreo para a força bruta do capitalismo industrial. E ele se torna cada vez mais idiossincrático e peculiar em sua visão social. E Fordlândia, em muitos aspectos, é uma espécie de terminal de uma vida inteira de idéias muito peculiares de como organizar a sociedade.
Juan González: E ele controlava os trabalhadores só no chão de fábrica, mas também suas vidas em geral.
Greg Grandin: Sim.
Juan González: E ele conduziu – ele tinha seus empregados vigiados, observava o que estavam fazendo, como eles estavam se divertindo. E ele levou o que mais para o Brasil, também?
Greg Grandin: É, foi uma combinação de paternalismo intenso e vigilância intensa, com a metade de vigilância crescente como a parte paternalista falha nos Estados Unidos.
No Brasil, era um programa de regulação social. Ele exportou a Lei Seca. Ele não gostava de beber, mesmo que isso não fosse uma lei brasileiro. Ele tentou regulamentar a dieta dos trabalhadores brasileiros. Você sabe, ele era maníaco por alimentação saudável, então ele os fez comer arroz integral e pão de trigo integral e pêssegos enlatados de Michigan e aveia. Ele também tentou regular o seu tempo de lazer.
Juan González: Ele introduziu quadrilha para substituir o samba.
Greg Grandin: Ford foi um grande defensor da dança norte-americana tradicional. Ele não gostava de dança moderna. Ele não gostava de jazz. Ele achava que jazz era muito sensual e corrompia. Assim, nos Estados Unidos, ele foi resgatar polcas e valsas e quadrilhas, e ele fez o mesmo no Brasil.
Amy Goodman: Eu quero mostrar um clipe antigo sobre Fordlândia. Isto é de 1944, um documentário produzido nos Estados Unidos chamado ‘A Amazônia desperta’. Ele foi feita por Walt Disney, mas encomendado pelo Coordenador dos EUA de Assuntos Interamericanos.

(Inicia a exibição do documentário, que também foi transcrito em português aqui no Blog, veja)

Aguarde a segunda parte da entrevista, que será postada em duas semanas.

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No último dia 4 de maio Belterra completou 78 anos de existência. Desses, são apenas 16 anos como município emancipado. A cidade é jovem e ainda passa por processo de amadurecimento.

Quando a Companhia Ford deixou para trás seu projeto, os terrenos foram compradas da empresa pelo Governo Federal, e pertenceram a ele até a emancipação, quando parte das terras foram cedidas ao município. Por conta disso, impostos como o IPTU por exemplo, tiveram que ser implantados em Belterra aos poucos e com campanhas que esclarecessem a população.

Para envolver as pessoas na administração da cidade, foi implementado um sistema de parceria entre a prefeitura e os cidadãos: a população toma conhecimento dos recursos e das necessidades da prefeitura e é estimulada a colaborar no que puder, inclusive na prestação de serviços a comunidade.

Um Plano Diretor Participativo também está em fase de elaboração em Belterra, apesar de a cidade ter 16.451 habitantes e a exigência de Plano Diretor ser dirigida apenas a municípios com mais de 20 mil habitantes.

Saiba mais sobre a cidade de Belterra nesse post.

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As cidades criadas pela Ford no meio da Amazônia despertam a curiosidade de pessoas no mundo inteiro. Em janeiro de 2009 a rede de TV Al Jazeera, do Catar, esteve em Fordlândia para produzir uma reportagem sobre o lugar.

Confira a transcrição da matéria de Gabriel Elizondo:

“Dona Olinda tem dificuldades para encontrar palavras que descrevam como era naquele tempo, quando a Ford Motor Company chegou à pequena vila na Amazônia. Eram os anos 20 e Ford precisava de borracha para os pneus dos carros produzidos por sua fábrica em franca expansão.

Então ele comprou um pedaço de 10.000km² da Amazônia onde seringueiras eram árvores nativas. Ford fincou uma bandeira em sua terra, a Fordlândia.

A companhia limpou o terreno e construiu uma nova cidade com boas casas em estilo americano, escolas e um hospital com tecnologia de ponta. E tudo era disponível para todos, mesmo os que não estavam entre os 4.000 funcionários locais da empresa. “O que ele construiu, no meio da floresta, era um feito como nunca visto antes nesta região”, disse Cristovam Sena, Engenheiro Florestal.

À princípio, parecia promissor, mas os gerentes americanos de Ford não eram botânicos, e a maioria das árvores morreu quando eles tentaram, de maneira incorreta, recultivar o solo. Então a borracha sintética foi inventada nos Estados Unidos, diminuindo a demanda por borracha da Amazônia.

Apresentador: Só nesta fábrica, Ford esperava produzir borracha suficiente para os pneus de 2 milhões de carros, mas ele nunca chegou perto de atingir este objetivo, então em 1945 ele simplesmente deixou o projeto e vendeu toda Fordlândia de volta ao governo brasileiro por meros US$250.000

E tão rapidamente quanto ele construiu Fordlândia, Henry Ford a abandonou. Os americanos voltaram a matriz da empresa, em Dearborn, Michigan, e enterraram as esperanças dos moradores locais.

Fordlândia, com  2.000 habitantes, ainda existe hoje, mas os prédios da Ford foram deixados apodrecendo, a maioria abandonado.Alguns sinais esfarrapados da presença americana foram deixados, mas o governo brasileiro nunca deu utilidade às construções. Era simplesmente uma área muito remota para servir a qualquer propósito.

Para alguns, Ford não tinha más intenções, eles apontam o fato de que a companhia pagou todos os débitos com os trabalhadores antes de partir. Outros mencionam a destruição do meio ambiente causada para a construção de Fordlândia e os prédios abandonados como o primeiro exemplo do século XX da realidade fria do capitalismo corporativo.

“Um fracasso. É a única maneira para descrever o que foi Fordlândia para Henry Ford”, afirma Cristovam Sena.

Dona Olinda hoje tem 98 anos de idade, ela é uma dos poucos brasileiros ainda vivos que trabalharam para a Ford. A memória daquele tempo já é desbotada, mas talvez isso seja uma coisa boa, considerando como se deu o último capítulo da desventura de Ford na Amazônia.

Gabriel Elizondo – Al Jazeera.

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No próximo dia 4 de maio, Belterra completará 78 anos. Fundada em 1934 pela Companhia Ford Industrial do Brasil, a cidade foi um empreendimento da empresa durante seus primeiros 11 anos. Depois disso, o Ministério da Agricultura ficou responsável por administrá-la, até que, em 1997, o município foi emancipado.

A população passou de aproximadamente 5.000 habitantes, em 1938, para 16.318 em 2010, com estimativa de 16.451 em 2011. O PIB cresceu mais que 5 vezes em 10 anos, de 1999 a 2009.

Em 1944 Belterra tinha 4 escolas, todas as escolas construídas e mantidas pela Ford. Em 2009 ainda não haviam escolas particulares na cidade e a rede pública de ensino era composta por 18 pré-escolares com 490 alunos e 25 professores, 62 escolas de ensino fundamental, com 3.947 alunos e 178 professores e 1 escola de ensino médio com 573 alunos e 23 professores.

Hospital Henry Ford, em Belterra

O Hospital Henry Ford, construído em 1938, tinha ambulatório, farmácia, 2 gabinetes médicos, gabinete odontológico, sala de cirurgia, sala de esterelização, sala de obstetrícia, sala de ginecologia, raio X, pediatria, berçário, 2 enfermarias, laboratório, maternidade, sala de cirurgia ambulatorial, entre outras facilidades.

Hoje o município conta com 9 postos de saúde e 1 hospital que possui consultórios de clinica básica, consultório odontológico, sala de cirurgia, sala de cirurgia ambulatorial, sala de parto, salade pré parto, sala de imunização, sala de esterelização, sala de nebulização e farmácia.


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Na edição de 10 de dezembro de 1927 do Jornal A Cidade, de Santarém, no Pará, o assunto é, mais uma vez, a chegada da empresa americana Ford e seus possíveis impactos positivos no vale do Tapajós, em especial do próprio município onde o jornal é editado.

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“Preferido como foi o valle do Tapajós para a cultura da hevea, para alli se vae encaminhar portanto, o grosso dos elementos da empresa e excusa dizer que toda essa região e adjacencias, sentirão quasi de frente os effeitos animadores desses grandes influxos”, escreve L. Nunes.

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O artigo também cita as consequências devastadoras do fim do ciclo da borracha e a necessidade de organizar-se para aproveitar os capitais americanos e os planos da Ford para a região.

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Levando em consideração os solos férteis do vale, a possibilidade da cultura e exportação de frutas, principalmente a banana, é sugerida para diversificar a fonte de lucros. O autor argumenta que, em 1925, os Estados Unidos importaram 200 mil contos em bananas e a Inglaterra, 150 mil.

Para reiterar a urgência da criação de bases sólidas para receber o investimento, Nunes encerra: “Finalmente o que precisamos não perder de vista, é a necessidade instante de criar-se uma industria, um commercio que pela sua importancia e solidez, seja um poderoso elemento de vida para Santarem.”

*As cópias do Jornal A Cidade utilizadas nesse e em outros posts podem ser encontradas no Instituto Cultural Boanerges Sena (Travessa 15 de agosto, 1248, Santarém, Pará – Fone: 93 35233690)

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Entre os anos de 1980 e 1986, o brasilianista americano Warren Dean esteve no Brasil realizando pesquisas que resultaram no livro “A luta pela borracha no Brasil: um estudo de história ecológica, onde narra a ascensão da exploração da borracha na Amazônia, o início do cultivo na Malásia, a falência causada por isso e a tentativa de plantar a seringueira de maneira racional no Brasil.

“O autor destaca a importância de uma contextualização global no tocante às espécies nativas, patentes, transgênicos etc. através de questões como: Como o Brasil perdeu o monopólio da borracha? Por que os brasileiros não empreenderam o cultivo da seringueira, em resposta à ameaça do sudeste asiático? Como os Estados Unidos que durante mais de vinte anos, aplicaram capital e tecnologia na plantação de seringueiras no Brasil não obtiveram êxito?”*

Dean foi professor do Departamento de História da Universidade de Nova York, como Greg Grandin, o autor de Fordlândia.

*Trecho da sinopse disponível no site da Editora Nobel

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