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Posts Tagged ‘Jornal’

Em 15 de setembro de 1928 o Jornal A Cidade anunciava a chegada dos navios Lake Ormoc e Lake Farge a Santarém, a partir de onde seu carregamento de máquinas e materiais seria enviado ao local onde construiria-se Fordlândia. Como o acesso aquela região não poderia ser feito com barcos do porte do Ormoc e do Farge, lanchas menores fretadas levariam a carga.

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Em 25 de agosto de 1928, o colunista que assina como Flavius faz uma crítica à orgãos de imprensa e movimentos estudantis de outros estados, principalmente de São Paulo, que reagiram de maneira negativa aos investimentos estrangeiros no território da Amazônia.

“São Paulo, o grande Estado modelo da Federação, por assim dizer, do engrandecimento patrio; lembrou-se de nós! Lembrou-se por intermedio de sua mocidade estudantina; lembrou-se é facto, mas lembrou-se de um modo singular: para compater o nosso progredimento…”

As oposições paulistas ao projeto da Ford surgem oportunamente ao mesmo tempo em que começa  a ser divulgada uma série de evidências de que houveram subornos por trás da concessão de terras à companhia. Pouco depois, em fevereiro de 1929, o novo governador do Pará, Eurico de Freitas Valle anunciou que analisaria minuciosamente os documentos da transação e suspendeu a isenção de impostos adotada inicialmente.

“Que desejam pois os nossos irmão sulistas com essa campanha injustificável contra a concessão Ford. Porventura só a elles cabe o direito de progredir, enriquecer, viver a tripa forra, em quanto a nós não nos sobra, sequer, a vontade de sair da cepa torta?”

Quer saber mais sobre a história do projeto da Companhia Ford do Brasil na Amazônia? Acesse a FanPage e confira a linha do tempo ano a ano.

*As cópias do Jornal A Cidade utilizadas nesse e em outros posts podem ser encontradas no Instituto Cultural Boanerges Sena (Travessa 15 de agosto, 1248, Santarém, Pará – Fone: 93 35233690)

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No início do mês de agosto de 1928 o jornalpublicou uma nota divulgando a partida do navio Lake Ormoc de Detroit com destino ao Pará. Nele estavam embarcados material de construção, tratores, ferramentas, trilhos de trem, máquinas de serraria, geradores de energia e outras coisas necessárias para iniciar a construção da cidade de Fordlândia.

*As cópias do Jornal A Cidade utilizadas nesse e em outros posts podem ser encontradas no Instituto Cultural Boanerges Sena (Travessa 15 de agosto, 1248, Santarém, Pará – Fone: 93 35233690)

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No início do mês de março, 84 anos atrás, o Jornal A Cidade publicou um telegrama recebido pelo diário carioca O Paiz de seu correspondente em Belém.

O conteúdo dizia respeito à instalação da Companhia Ford Industrial do Brasil no Pará e à contratação de navios a vapor para trazer de Chicago carregamentos de concreto suficientes para a implantação de uma cidade.

Também nesta correspondência comenta-se a visita de Jorge Dumont Villares e Raymundo Monteiro da Costa à Detroit, onde foram recebidos com brindes amistosos por Henry Ford.

*As cópias do Jornal A Cidade utilizadas nesse e em outros posts podem ser encontradas no Instituto Cultural Boanerges Sena (Travessa 15 de agosto, 1248, Santarém, Pará – Fone: 93 35233690)

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Na edição de 10 de dezembro de 1927 do Jornal A Cidade, de Santarém, no Pará, o assunto é, mais uma vez, a chegada da empresa americana Ford e seus possíveis impactos positivos no vale do Tapajós, em especial do próprio município onde o jornal é editado.

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“Preferido como foi o valle do Tapajós para a cultura da hevea, para alli se vae encaminhar portanto, o grosso dos elementos da empresa e excusa dizer que toda essa região e adjacencias, sentirão quasi de frente os effeitos animadores desses grandes influxos”, escreve L. Nunes.

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O artigo também cita as consequências devastadoras do fim do ciclo da borracha e a necessidade de organizar-se para aproveitar os capitais americanos e os planos da Ford para a região.

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Levando em consideração os solos férteis do vale, a possibilidade da cultura e exportação de frutas, principalmente a banana, é sugerida para diversificar a fonte de lucros. O autor argumenta que, em 1925, os Estados Unidos importaram 200 mil contos em bananas e a Inglaterra, 150 mil.

Para reiterar a urgência da criação de bases sólidas para receber o investimento, Nunes encerra: “Finalmente o que precisamos não perder de vista, é a necessidade instante de criar-se uma industria, um commercio que pela sua importancia e solidez, seja um poderoso elemento de vida para Santarem.”

*As cópias do Jornal A Cidade utilizadas nesse e em outros posts podem ser encontradas no Instituto Cultural Boanerges Sena (Travessa 15 de agosto, 1248, Santarém, Pará – Fone: 93 35233690)

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Escrita em Belém no dia 20 de outubro de 1927 e publicada no jornal santareno A Cidade nove dias mais tarde, a nota intitulada Novos Horizontes reflete o otimismo da população paraense em relação à chegada das Companhia Ford Industrial do Brasil à região.

Começa assim o relato contido na nota: “Depois de um longo período de tempo em que a angustiosa situação econômica e financeira de toda a região amazonica parecia pelos serios obstaculos que a rodeavam, não mais sair desse estado grave, perigoso em que ainda se acha, as esperanças de um futuro prospero e confiante se concretizam agora tomando corpo e vida nas grandes empresas que o milliardario Ford projecta e já está dando inicio para desdobral-as, segundo o contracto, em todo o valle do Tapajós.”

E continua destacando os benefícios do empreendimento, principalmente para a cidade de Santarém – “E se a acção bemfazeja desses emprehendimentos de vulto reflectir naturalmente em toda esta região, particularmente, preferencialmente ella será mais intensa e forte em Santarém, o município leader destes dois Estados do extremo norte” – para finalizar dando conta de “epocas boas” prometidas pelas “poderosas empresas do milliardario Ford.”

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